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Cloud e Comunidade - Azure Summit BR 2013


/* Olá Senhores, Senhoras e Senhoritas! To de volta!


Após longa temporada fora devido compromissos profissionais, o E Agora DBA? está de volta!

      Quem já tem acompanhando esse blog sabe que o foco tem mudado aos poucos, no começo era somente SQL Server, depois passamos para bancos de dados em geral e até arranhamos um pouco de Nuvem. Eu credito isso a uma natural evolução das coisas (tanto minha profissionalmente, quanto no próprio mundo da TI). Os grandes players estão brigando forte pelo mercado de Cloud, o Big Data está mais falado do que nunca e existem muitos movimentos interessantes como Dados Abertos, Web Semantica e afins. Ou seja, Dados, Dados e mais dados!

      Cada vez mais vemos que Dados estão ganhando espaço e sendo considerados como ativos importantes das empresas. A clássica promessa do BI de fornecer o diferencial competitivo através da informação está mais próxima e real do que nunca.E toda essa convergência de assuntos me fez querer abrir mais o escopo desse blog e incluir todos esses temas. O E Agora DBA? ta virando E Agora, o que + DBA?

      E pra começar essa nova “temporada” vamos iniciar falando do que mais me inspira a escrever essas verdes letras. A Comunidade!!!
      Tive o prazer de participar nesse último sabado (dia 16) do Azure Summit BR 2013 que foi realizada na própria sede da Microsoft em São Paulo. E reencontrar velhos amigos e conversar com “meu povo” sempre são grandes motivadores de posts.

      Eu poderia deixar aqui minhas impressões sobre o evento, as palestras e palestrantes, mas já vi bons posts como esse aqui  ou esse daquiDe forma que esse post será mais para expor minha opinião sobre o tema: Cloud e o Azure.


Cloud ainda é vaporzinho?


      O fato é que me parece que o tema ainda engatinha nessas bandas brazucas. O foco em geral, tanto da Microsoft como da turma da Amazon, ainda está em exibir como a nuvem, em termos de infra estrutura, é barato e fácil de trabalhar. Certamente ambos tem pesquisas de mercado que indicam que seus potenciais clientes não tem a menor ideia do que é Cloud e do quanto dá pra economizar optando por ela. Então amigo, se você ainda tem dúvida, segue reforço dos players:

     
       Um efeito desse cenário é que os palestrantes ainda precisam focar nas demos básicas do tipo “Olha! Veja como é facil!” que são ótimas pra quem não teve nenhum contato, mas são um pouco frustrantes pra quem quer ver algo mais.
       Será que ainda estamos nesse nivel de maturidade? Ou será que já dá pra expor algo mais “avançado”, como discussões de arquitetura e soluções alcançadas usando as novas ferramentas?   
      Por isso que gostaria de dar parabéns a muitos palestrantes do Azure Summit BR. Afinal, criar palestras interessantes fugindo do “Next Next Finish” dentro de Cloud é osso duro de roer.  

   
O Azure

      Diálogo nas nuvens:
      - O Azure! Você ta pronto?
      - Só mais um minutinho amor! 

      Vamos ser sinceros, tem coisa ai que não dá pra dizer que está pronto (sql database com limitação de 150Gb???), mas já está muito melhor. Fazia um tempo que eu não olhava a cara do Azure e fiquei bem impressionado com o que vi. O produto está bem mais comercial (lembro que não dava nem pra dar nome para a instância criada) e as features basicas de um serviço de nuvem já estão maduras o suficiente pra cair na concorrência. O fato é que a MS ta correndo atrás da entrada tardia e está conseguindo recuperar o tempo perdido.Um exemplo foi o Hadoop On Azure que saiu da CTP hoje e entrou no public preview (com o nome de HDInsight). Para nós é vantagem, já que com mais players fortes melhores serão as taxas (vide Amazon que nos últimos meses só fala em redução dos preços).
     Um ponto que alivia é o fato que não é mais necessário cumprir um ciclo de anos para que a MS lance novas features ou melhoria, afinal não é software de caixinha.




Concluindo...

     
Para fechar a salada, queria só dar um destaque para a palestra da Viviane Ribeiro (blog|twitter) falando sobre Big Data no Azure. Uma mensagem direta da palestra foi "Tecnologia é legal, mas foco no negócio é essencial" e a mensagem indireta captada quando o case da Klout foi apresentado é "Social is Power. Power is money".

   Enfim, esses foram meus humildes comentários. A nuvem está ai, a MS está se mexendo (e bem) e agora está em condição de brigar por espaço. Abri minha conta no Azure hoje e já comecei a fazer algumas brincadeirinhas. Recomendo que todos os interessados façam o mesmo, graças a Cloud, estamos voltando ao tempo onde os pequenos podem começar negócios incriveis sem grande custo na entrada, para esses tempos basta uma idéia na cabeça e um cartão crédito na mão.


Abraços! 
Felipe Antunes



Cloud Computing - Tom Zé e o Amazon Mechanical Turk

/* Olá Senhores, Senhoras e Senhoritas DBAS!





Capa do album Com Defeito de Fabricação, Tom Zé.
      Em 1998, o músico experimental Tom Zé lançou o album Com Defeito de Fabricação. Seguindo um costume antigo (e que eu gosto muito), Tom Zé sempre cria um tema para seus trabalhos e todas as músicas envolvem esse tema. O tema de Com Defeito de Fabricação é uma linha de raciocínio simples mas ao mesmo tempo irônica e divertida.
     O albúm é sobre todos os trabalhadores do Terceiro Mundo, pouco especializados e abundantes e que na ótica de Tom Zé se tornam como robôs mais baratos do que os reais robôs alemães ou japoneses. Afinal, esses robôs reais ainda são muito caros e as grandes corporações do Primeiro Mundo ainda preferem optar pelas máquinas humanas e mais baratas, aceitando o risco de seus "defeitos" inatos (cada música é a respeito de um desses "defeitos").
    O que Tom Zé nunca imaginaria é que a gigante Amazon que vem se destacando no Cloud Computing com seus clusters elásticos de capacidade de processamento absurda a preços muito baixos iria pensar nessa mesma idéia e criar um "cluster de humanos"! 

    Lançado em 2005 e ainda no Beta, o serviço Amazon Mechanical Turk permite que através de uma API desenvolvedores e empresas (requesters) insiram tarefas (hits) que os softwares ainda não são capazes de fazer ou que são caras demais para serem desenvolvidas (como digitar o contéudo de cartões de visita ou selecionar os objetos em uma imagem).      Essas tarefas são disponibilizadas para qualquer usuário (workers)que queira se conectar e realiza-las, recebendo uma módica quantia para cada hit.
   Os pagamentos dos hits variam de US$ 0,01 (localizar o email de contato em um site) até US$ 50,00 (transcrever um arquivo de audio de uma hora e meia) mas só podem ser resgatados em dinheiro vivo por americanos ou indianos (porque será?), para outros paises os pagamentos podem ser convertidos em Gift Cards para serem usados no próprio site da Amazon.
   Em outras palavras, a inteligência humana que ainda não consegue ser emulada, ou os robôs defeituosos de Tom Zé foram clusterizados e colocados na nuvem. Uma companhia pode optar entre desenvolver um módulo que analisa contéudos de sites em busca de emails de contato, ou simplesmente deixar que trabalhadores humanos façam isso a US$ 0,02 por contato. Ela pode obter opiniões sobre milhares de artigos de jornal e usar o resultado para treinar uma Learning Machine que automatize essa verificação! 
    As possibilidades são infinitas, mas com certeza esbarram em uma série de novas  limitações (mau uso, fraude, etc...) que evitaram que esse serviço se popularize mais rapidamente.
    Afinal, Tom Zé já sabia, são pelo menos 14 defeitos.

*** Curiosidade ****
O Turco em ação!
  O nome Mechanical Turk foi tirado de uma máquina criada no final do século 18 que supostamente seria capaz de jogar xadrez contra um oponente humano. A engenhoca composta por um boneco vestido de turco e uma mesa com engrenagens  na verdade era um truque, pois um jogador humano ficava escondido dentro da mesa e operava a máquina
 fonte: Wikipedia
   
   

Espero que tenha gostado. Abraços!!
Felipe Antunes
twitter: @felipe_store